Es difícil imaginar hoy un MINI sin la silueta que conocemos, los faros redondos y esa combinación deliberada entre pasado y presente.
Pero podría haber ocurrido.
Antes de que BMW eligiera el camino que acabaría por dar origen al MINI moderno, existió una propuesta bastante diferente. Se llamaba Spiritual, tenía apenas tres metros, motor colocado en la parte trasera y una carrocería que recordaba más a un pequeño monovolumen — o incluso a un Renault Twingo — que al sucesor del Mini de 1959.
El ‘El Economista’ recuperó ahora la historia de este curioso prototipo presentado en el Salón del Automóvil de Ginebra de 1997. Y basta mirarlo para percatarse de que la historia de MINI podría haber seguido por una ruta completamente distinta.
¿Cómo sería un Mini si nadie intentara copiar al antiguo?
Eso era, en el fondo, la pregunta.
Cuando BMW compró el Grupo Rover en 1994, comenzaron los trabajos para encontrar un sucesor para un automóvil que ya llevaba varias décadas de producción.
Una de las equipes de Rover decidió no partir simplemente de la apariencia del Mini original. En lugar de ello, intentó recuperar aquello que Alec Issigonis había buscado hacer en 1959: construir un coche muy pequeño por fuera, pero capaz de aprovechar al máximo cada centímetro disponible en el interior.
Foi dessa filosofia que nasceu o Spiritual.
Con cerca de tres metros de longitud, prácticamente el mismo que el Mini original, adoptaba una carrocería alta, ruedas colocadas junto a los extremos y una arquitectura completamente diferente.
A própria BMW recordaría mais tarde que estes projetos tinham sido desenvolvidos precisamente com a ideia de maximizar o espaço interior, recuperando o espírito funcional do automóvel de 1959.
Motor atrás para ganar espacio en la parte delantera
A solução mais radical estava escondida debaixo da carroçaria.
O Spiritual utilizava um pequeno motor de três cilindros, 800 cc e cerca de 60 cv colocado na traseira. Ao retirar o motor da frente, os designers conseguiam libertar ainda mais espaço para os ocupantes.
Havia também uma segunda proposta.
O Spiritual Too esticava a fórmula para cerca de 3,6 metros e acrescentava duas portas, criando uma alternativa mais familiar. O conceito recorria a uma unidade de 1,1 litros e distinguia-se ainda pelos conjuntos óticos duplos.
As formas arredondadas e a silhueta de pequeno monovolume acabavam por aproximá-lo visualmente do Renault Twingo, apresentado poucos anos antes.
Mas o objetivo não era propriamente fazer um Mini retro.
Era tentar repetir a ideia revolucionária do original sem repetir necessariamente a sua aparência.
Del otro lado estaba Frank Stephenson
O problema para o Spiritual é que havia outra visão para o futuro do Mini.
Frank Stephenson defendia uma evolução muito mais reconhecível do automóvel original: um carro moderno, mas com uma ligação visual inmediata ao modelo de 1959.
Foi essa proposta que acabou escolhida.
A BMW confirma que, entre as diferentes ideias estudadas, optou pelo desenho de Stephenson, baseado numa evolução imaginada do Mini ao longo das décadas.
O Spiritual e o Spiritual Too já tinham perdido essa batalha quando apareceram publicamente no Salão de Genebra de 1997.
Nesse mesmo ano, a BMW mostrou em Frankfurt um conceito muito mais próximo do caminho que acabaria por chegar às estradas.
E nasceu o MINI que conhecemos
O modelo de produção foi apresentado em 2000 e chegou aos concessionários em 2001 nas versões MINI Cooper e MINI One. A fórmula conservava elementos fundamentais do original — tração dianteira, motor transversal, rodas próximas dos cantos da carroçaria e espaço para quatro — mas envolvia tudo numa interpretação moderna e imediatamente reconhecível.
Vinte e cinco anos depois, sabemos qual das duas filosofias venceu.
Mas olhar para o Spiritual continua a ser um exercício curioso.
Porque não estamos apenas perante mais um protótipo estranho esquecido num salão automóvel dos anos 1990. Estamos perante uma ideia muito diferente daquilo que um Mini do século XXI deveria ser.
Uma manteve sobretudo o princípio do original: pequeno por fora, grande por dentro e engenhoso na utilização do espaço.
A outra decidiu preservar também a personalidade visual que fazia um Mini ser imediatamente reconhecido como um Mini.
Foi essa que chegou às estradas.
E basta olhar para o Spiritual para perceber como uma única decisão de design pode mudar os 25 anos seguintes de uma marca.